Eu havia mencionado para alguns amigos e em algumas redes sociais que mais utilizo que iria ao show do Morrissey, que ocorreu neste último domingo em São Paulo, mais precisamente no Espaço das Américas.
Após 12 anos, Morrissey voltou ao Brasil para realizar três shows: um em BH, outro no RJ e o último em SP.
Antes mesmo de os portões abrirem, o local nas proximidades do evento já estavam lotados. E com o tempo passando e uma fina garoa, mais e mais pessoas foram surgindo...o trânsito na rua do local ficou intenso, mesmo com a estação de metrô Barra Funda ao lado. Por todos os lados vendedores ambulantes lucravam com camisetas do Morrissey(eu queria muito ter comprado uma camiseta mas infelizmente na correria para entrar e depois na muvuca da saída, não consegui...), bottons...e claro, quem tinha barraca/carrinho de lanche e os isopores de bebida literalmente faturou.
Para entrar não foi dificil, afinal tentei chegar 2 horas antes do início do show - e a fila já estava gigante. Mas lá dentro o ambiente estava ótimo e consegui pegar um bom lugar ao lado do som para poder assistir. Então, foi só esperar.
Steven Patrick Morrissey mais conhecido por Morrissey, é um cantor e compositor inglês conhecido por ser o voclaista da banda The Smiths, banda esta que pode ser considerada uma das mais importantes e influentes do rock inglês alternativo. Não é de agora que o The Smiths ainda vigora no repertório de tantos amantes da música de qualidade, das subculturas e do gênero alternativo.
Com o fim da banda The Smiths no final da década de 80, Morrissey seguiu carreira solo, o que sem ostrou muito bem suscedida. Embora em suas apresentações ele cante alguns dos hitsa mais memoráveis da antiga banda, suas músicas na nova carreira também possuem um repertório deveras ricos (e memoráveis, claro), que o ajudou a se consolidar como um dos melhores cantores ingleses.
Morrissey é conhecido por sua "língua afiada" perante certos assuntos no que diz respeito á situação político-social, tanto de outros países quanto de sua pátria. Não é o tipo de artista, como ele mesmo diz, que se "vende" aderindo á campanhas ou encontros com grandes personalidades (principalmente políticas). Assim, embora seja um grande ícone da cultura musical inglesa, não poupa comentários contra a burguesia da família real.
Nos shows brasileiros, Morrissey criticou a vinda do príncipe Harry devido á politicagens e interesses de cunho político mascarados como um passeio de férias.
O cantor é também um forte adepto do vegetarianismo e protetor dos direitos animais. A canção Meat is Murder é acompanhada por vídeos que mostram animais sendo mortos de forma vil e cruel em um matadouro. Um protesto, uma realidade.
Aliás, recentemente Morrissey declarou que considera os chineses uma "sub-espécie" de seres humanos pois eles tratam os animais sem qualquer respeito, o que de fato é verdade. Muitos chineses tem hábito de comer diversos animais vivos e agonizantes.
Seu vegetarianismo e tão forte que Morrissey já saiu do palco ao sentir cheiro de carne e cancelou um show ao descobrir que o local havia sido um antigo matadouro.
Alguns avisos importantes:
- Todas as imagens (exceto a foto em que eu apareço) não são propriedade minha! Eu encontrei elas na web, disponibilizadas pelos portais de notícias e por fãs. Todos os direitos estão reservados. Se algum proprietário de fotos não quiser que o material seja publicado, é só avisar que eu tiro, ok?
- Peço que os fãs de Morrissey e aqueles que ainda estão conhecendo o vasto trabalho do cara não achem que o show foi ruim por conta das PÉSSIMAS PSEUDO-JORNALISTAS dos grandes portais de notícia. Logo se viu que eram "profissionais" que acham que jornalismo se aprende na faculdade e são do lado da opinião pública que valoriza shows de Ivete Sangalo, Caetano Veloso e Michel Teló. Gente desse tipo é uma verdadeira vergonha para dizer ser jornalista pois não entende bulhufas de música. Pronto, falei.
Após alguns minutos extenuantes no qual a tela do palco exibia clipes antigos (o que mais me agradou foi o do New York Dolls) finalmente essa tela de pano caí e surge Morrissey. Enquanto os integrantes da banda usavam camisas vermelhas escrito "Assad is shit " . Uma crítica contra o ditador assírio.
Pessoalmente, o que eu poderia falar de Morrissey? Bom, ele simplesmente é um cara sensacional. É um ótimo cantor, compositor, tem carisma no palco e no auge dos seus 53 anos ainda mostra vigor, charme e disposição. Trocou de camisa cinco vezes e uma delas arrancou e jogou para a platéia o que causo delírio e uma violenta briga pela camisa que, ao que tudo indica, foi partida em pedaços para aqueles que lutaram por ela, Quem pegou um pedacinho, ficou realizado. (Não foi o meu caso pois eu estava mais longe).
Morrissey também ganhou de um fã um vinil raríssimo do New York Dolls que ele certamente reconheceu e gostou. Enfim, ele se sentiu bem á vontade no show de SP, arriscando até algumas palavras e agradecimentos. Ao que parece, o show de SP foi o mais agitado por conta da platéia.
Aqui, alguns vídeos que também peguei na internet..tudo foi filmado por fãs...espero que vocês possam ter uma noção de como foi o show. O site do Terra transmitiu o show e creio que em breve irão disponibilizar para as pessoas verem trechos. Se bem que estar lá é uma coisa totalmente diferente. Uma experiência única. É inevitável..você grita, pula, aplaude, canta...vibra.
Confesso que entrei em delírio ao ouvir First the Gang to Die. Lembrei de todas as pessoas que eu queria que estivessem curtindo o som comigo pois curtem o som durante Alma Matters...eu e minha mãe vibramos ao som de Everyday Is Like Sunday...todas as pessoas cantando em um coro divino e fanático as músicas dos Smiths....eu entrei em êxtase ao ouvir ao vivo How Soon Is Now?...
Introdução - First of the Gang to Die \o/
Everyday is like Sunday
Alma Matters
A lista de músicas foi essa:
- First Of The Gang To Die
- You Have Killed Me
- Black Cloud
- When Last I Spoke To Carol
- Alma Matters
- Still Ill (The Smiths)
- Everyday Is Like Sunday
- Speedway
- You're The One For Me, Fatty
- I Will See You In Far-Off Places
- Meat Is Murder (The Smiths)
- Ouija Board, Ouija Board
- I Know It's Over (The Smiths)
- Let Me Kiss You
- There Is A Light That Never Goes Out (The Smiths)
- I'm Throwing My Arms Around Paris
- Please, Please, Please Let Me Get What I Want (The Smiths)
- How Soon Is Now? (The Smiths)
- One Day Goodbye Will Be Farewell
Alguns pontos negativos a se considerar com relação ao show sempre existe. E acho que um dos mais frustantes e revoltantes foi o fato dos 2 telões estarem desligados. Ou seja, quem ficou muito no fundo acabou não vendo praticamente nada, pois o palco é baixo. Achei isso o máximo de falta de respeito com o tanto de gente que pagou caro para estar ali. O Espaço das Américas, apesar de ser legal com todo aquele preto não é um bom lugar para o tipo de show e a qualidade de som estava ruim. Eu estava perto do som e ouvi muito bem porém notei as falhas de sonorização e isso para o resto do local foi algo bem visível. Ou seja enquanto Kristeen Young urrava, o som doía os ouvidos, depois quando Morrissey estava cantando, o som revelava falhas de sincronização. Mas é isso, nada nunca será impecável. O que importa é que Morrissey realizou o show com empolgação, vontade...e apreciou muito a animação da galera.
Eu e a mamis já dentro do local do show. Sim, ela também é fã de morrissey!
E eu sempre digo: ao vivo é que você vê como é o talento do cantor. E isso Morrissey tem. Ele mostra que continua o mesmo. E que sua voz é simplesmente linda. E que suas músicas viciam, inebriam...e ao vivo junto com o coro dos fãs e em meio ás luzes é algo incomparável.
Eu fui no show do Morrissey *_*. E isso é inesquecível.
~*~





































