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11 de jun. de 2011

FanFics Naruto - Caos no Velório - parte 8


~*~

No jardim, a situação estava crítica. Gaara estava pendurado no telhado, gritando desesperadamente enquanto Temari segurava seus braços, desesperada. Já os demais apenas assitiam sem saber como reagir.

- Socorro! Socorro! - pranteou Gaara. - Temari, não me solta! Eu não quero morrer!

- Não se preocupe, eu jamais te soltarei! Se for para morrermos, morreremos juntos!

- Mas eu não quero mais morrer! Sou jovem demais para isso! Eu não quero morrer em um funeral! Não quero!

- Ah, santos kages! - berrou Kankurou. - Algúem chame os bombeiros, o meu irmão pode cair á qualquer momento! A culpa é toda minha! Temari, não solte o Gaara por nada deste mundo!

No telhado, Temari sentia que suas forças se esvaíam.

- Me perdoe, Gaara! Minhas forças...eu não estou conseguindo aguentar! Alguém me ajuda!

Aquilo já era demais. Acometido pelo desespero e por um ímpeto de coragem, Shikamaru anlisou rapidamente a situação e, ao constatar que Gaara estava pendurado bem de frente á janela do banheiro, tomou uma atitude. Foi até o corredor, arrombou a porta do banheiro com um chute e entrou na intenção de pegar Gaara pela janela e botá-lo para dentro.

Porém, ele parou abruptmante ao perceber que Gaara estava nu e qu , para pegá-lo, seu rosto ficaria bem diante do...

- Mendukouse! Isso não...

- AAAH! - o grito de Temari ecoou. - Eu não aguento, nós vmaos morrer!

- ...isso é por você, Temari!

Reunindo toda a sua coragem, Shikamaru avançou com os olhos fechados em sinal de asco e segurou Gaara fortemente pela cintura.

- Eu o peguei! - gritou, desesperado ao sentir o corpo do outro. - Temari, eu o peguei! Você pode soltá-lo!

- Não me soltem! - choramingou Gaara. - Eu não quero morrer!

- Pare de se mexer, Gaara! - vociferou Shikamaru. - Você tá roçando esse treco na minhs boca! Hah, menduokuse! Temari, pode soltá-lo!

- Posso mesmo?

- SIM! Eu juro, pode soltá-lo! Vai logo!

Temari sltou os braços de Gaara e este caiu para dentro do banheiro, exatamente encima de Shikamaru, que não aguentou o peso e ambos foram ao chão. E, enquanto Gaara rastejava aturdido, Shikamaru ficou imóvel, repetindo "mendukouse, mendukouse!" interruptamente.

~*~

Ao mesmo tempo que esse acontecimento transcorria, Sasuke e Itachi decidiram colocar seu plano recém-criado em prática, coagindo Kiba e Naruto a participarem também.

- Certo. - começou Itachi olhando para a janela. - Todas as atenções estão voltadas para o espetáculo do Gaara, é a nossa chance. Vamos, Sasuke. Me ajude a pegar o Gai.

Á contragosto, Sasuke pegou Gai pelas pernas enquanto Itachi o pegava pelos braços.

- Kiba, trate de eliminar qualquer evidência no escritório. Naruto, vigie o corredor e não deixe ninguém, eu disso NINGUEM, entrar na sala onde está sendo velado o corpo do papai até que eu e o Sasuke saiamos, entendido?

Naruto concordou e, mal os irmãos Uchiha entraram na sala onde o corpo de Fugaku Uchiha estava sendo velado carregando Gai e trancando a porta, o loiro avistou Kabuto se aproximando.

- Olá, Naruto. O que está fazendo aqui dentro? Está perdendo um showzaço do kazekage lá fora!

- Hãn...é...que...eu...para onde você está indo?

- Bom, esse velório está demorando demais para acontecer e eu tenho que desmarcar todos os outros compromissos do Oorochimaru-sama. Então, vou ligar para os contratantes e preciso usar o telefone.

- M-mas nessa sala tem um caixão, não um telefone!

- Dah, eu sei! Acontece que eu deixei o meu celular carregando a bateria na tomada lá de dentro e todos os contatos que eu preciso ligar estão na agenda telefônica daquele aparelho!

Naruto trincou.

- Você não pode entrar aí agora, dattebayo!

- ...por quê?

- Porque..porque..hum...é...

- Ah, Naruto! Não me faça perder tempo!

- ESPERA! - o rapaz o segurou, sabendo que precisava encontrar um assunto rápido para enrolá-lo. - É que eu...é que eu ando tendo uns desejos...é, umns desejos estranhos e preciso desabafar! - riu nervosamente. - Sabe como é, eu sei do que gosto, sei mesmo. Mas é que...de uns tempos pra cá, sabe, eu fico tendo umas vontades meio estranhas assim, daquele tipo e tal...não sei se é porque eu ando lendo os livros do ero-sennin e treinando com muitos shinobis que, os dois lados, sabe? Os dois lados estão conseguindo me deixar com "aquilo" meio que em ação....e recentemente ao fazer uso do sexy no jutsu eu penso também em juntar todas as garotas que conheço para experimentar aquilo que algumas delas compram pra curtir quando não estão á fim de, você sabe, "aquilo" com a gente. Bom, gente eu me refiro á mim e aos outros, porque sei que você gosta de outra coisa...Mas o caso é que...

Enquanto Naruto tentava persuadir Kaburto da melhor forma que podia, Itachi e Sasuke carregaram o corpo de Gai até o caixão do pai.

- Mas que droga, esse cara é muito pesado! - rosnou Sasuke. - O papai bem que poderia ter tido um caso com um anão!

Eles precisaram deixar Gai no tapete para pdoerem levantar a tampa do caixão mas antes de fazer isso, se encararam em silêncio.

- Nii-san, será que devemos mesmo fazer uma coisa dessas?

- Não temos outra opção, Sasuke. Para nos livrarmos do Gai e seu segredo com o papai, precisamos sumir com todas as evidências.

- Mas...colocaremos o Gai dentro do caixão do nosso pai!

- Lembre-se que, o que há no caixão é apenas o corpo do papai. A alma dele já está em paz.

- Mesmo assim...

- Confesso que também não aprecio isso mas não há outra escolha. Se Maito Gai estivesse vivo, daríamos o dinheiro e ele iria embora, mas agora ele está morto. Se alguém descobrir isso, não apenas o segredo do papai será revelado, mas nós dois seremos presos e torturados. Temos que enterrar o Gai com nosso pai porque assim, mesmo que algum dia investiguem o desaparecimento dele, nunca encontrarão o corpo e não seremos acusados por homicídio triplamente qualificado.

Por fim, Sasuke concordou e ambos levantaram a tampa do caixão. Ao verem o corpo de Fugaku Uchiha, seus filhos sentiram aquela lanciante dor no peito pela perda de um ente querido.

- Bom... - falou Itachi.  após alguns minutos em silêncio. - Vamos colocar o Gai aí dentro.

Os dois pegaram o corpo de Gai e o colocaram dentro do caixão. Silêncio.

- Hon, não podemos deixá-lo assim!

Constrangidos, notaram que Gai fora colocado de bruços, com a cabeça voltada para o meio das pernas de Fugaku enquanto a cara do falecido estava bem diante da bunda de Gai. Silêncio.

- É...talvez fosse isso que o papai gostaria, afinal.

- Nii-san!!! - repreendeu Sasuke, indignado.

- ...estou brincando. Vamos mudá-lo de posição.

E assim o fizeram, colocando o rosto de Gai na direção da face de Fugaku. Itachi então retirou as fotos comprometedoras do bolso do paletó e as jogou dentro do caixão. Após olharem uma última vez para o pai,ambos abaixaram a tampa do caixão.

O problema estava resolvido.

~*~

No banheiro do segundo andar, os irmãos Sabaku estavam reunidos em um forte abraço enquanto Shikamaru enxaguava desesperadamente sua boca com o anti-séptico bucal.

- Gaara, me desculpa por tudo isso! - falou Kankurou em prantos. - Eu jamais quis que você sofresse tamanho vexame! Prometo que nunca mais fabricarei alucinógenos!

- Gaara, nós só queremos o seu bem. - continuou Temari. - E se nosso pai dizer alguma coisa, tenha a certeza de que sempre ficaremos do seu lado! Mas agora, por favor, vista-se. Já ficou nu por tempo demais.

Gaara não contestou e, enquanto ele se vestia, Kankurou e Temari se aproximaram de Shikamaru.

- Cara, muito obrigado por ter salvo meu irmão e o kazekage da minha vila! Suna tem uma dívida contigo e agora reconheço que você é um homem de verdade! Valeu, cunhado!

Kankurou o abraçou com força tal que Shikamaru sentiu seus ossos estalarem.

- Oh, Shikamaru! - assim que Kankurou se afastou, Temari abraçou o jounin. - Obrigada! Depois de ter salvo o Gaara eu compreendi que homem maravilhoso você é! Me desculpe pelas brigas, eu agora aceito me casar com você!

Shikamaru sorriu satisfeito e ambos trocaram um beijo apaixonado. Quando acabaram,  Gaara avançou para Shikamaru sorrindo e com os braços abertos.

- Obrigado por salvar a minha vida. Dá um abraço aqui!

- NÃO! - Shikamaru sorriu, assustado. - Eu já fiquei próximo DEMAIS de você por hoje. Chega de intimidades.

- Tá!

- Vamos descer. - pediu Temari segurando o braço de Gaara. - Já atraimos atenção demais por uma vida inteira.

~*~

Kabuto encontrava-se aturdido, enojado e estressado com tudo o que Naruto estava lhe revelado. Aquele garoto era um demente, sem dúvida. E toda vez que Kabuto tentava ir embora, Naruto postava-se á sua frente. Como se não bastasse falar, Naruto agora gesticulava sobre seus desejos estranhos, deixando aquilo tudo ainda pior. Kabuto se perguntava por que o moleque escolhera justo Ele para desabafar.

A porta da sala onde o corpo de Fugaku Uchiha estava sendo velado foi abeirta e Sasuke e Itachi surgiram.

- Ah, que alívio! - excalmou Kabuto erguendo as mãos para o céu. - Eu não aguentava mais ficar sozinho com esse maluco! Sinceramente Sasuke, seu amigo precisa de um tratamento psiquiátrico sério!

Nisso, eles ouviram a banda contratada começar a tocar um rock nervoso no jardim enquanto Sakura exclamava.

- Muito bem, o show do kazekage acabou! Está todo mundo voltando para dentro! O pessoal está chegando!

- Eu vou buscar o Oorochimaru-sama. - suspirou Kabuto. - Quero fazer essa cerimônia e ir embora!

Quando ele se afastou, Naruto encarou os irmãos Uchiha, que fizeram sinal de positivo.

As pessoas já entravam quando Sakura se aproximou, apreensiva.

- E então? Conseguiram convencer o Gai a ir embora?

- Sim. - mentiu Itaxchi calmamente. - O diálogo é smepre a melhor forma de resolver as divirgências.

- ...fico aliviada que o problema foi resolvido.

- Sim. - Sasuke completou, frio. - E agora poderemos enterrar esse assunto para sempre.

~*~

Após um certo tempo, todos os presentes se acomodaram na sala onde seria velado e presidido o velório de Fugaku Uchiha.

Kabuto queria conlcuir tudo o mais depressa possível, mas ao constatar que, dado ao horário, já perdera todos os demais compromissos que tinha (recebera até broncas de uma família que teria seu filho batizado por Oorochimaru-sama e corria o risco de ser processado por uma viúva por não ter levado Oorochimaru para realizar a extremunção do marido), Oorochimaru se embriagara junto com Tsunade e Jiraya, ele conlcuiu que pouco se importava o quanto mais aquele funeral demoraria.

Por falar em Jyraya, minutos antes de Sasuke começar a falar o discurso que escrevera e memória do pai, Naruto se levantou e pediu que esperassem pois havia esquecido o lendário sannin no banheiro.

Quando ele voltou empurrando a cadeira de rodas, Jiraya o xingava incessantemente e só parou quando foi colocado ao lado dos seus dois velhos amigos. Aliás, os três lendários sannins ficavam cochichando e dando risinhos de forma  tal que foi preciso um olhar fulminante da senhora Uchiha para que ficassem quietos.

Quando tudo parecia estar nos conformes, Sasuke respirou profundamente, pegou as folhas do discursos que escrevera e postou-se ao lado do caixão, sentindo todos os olhares sobre si.


" Acalme-se! Eu vou conseguir, o meu discurso está bom, eu sei....Itachi está me olhando, apoosto que imaginando que ele poderia fazer um discursos melhor. Mas provarei que EU sou melhor que ele!"

Respirou mais uma vez e começou.

- Meu pai era um homem excepcional.

- MUNPF!!!

Silêncio. Sasuke olhou para todos os presentes, que o olharam de volta. Continuou.

- Meu pai era um homem excepcional.

- MUNNPFNNN!

Silêncio. Sasuke encarou os presentes, notando que alguns o encaravam e outros olhavam discretamente para os lados, de forma inrtrigada.

- MUNNFFPFN!!MUNNNFPMUNN!!!

Silêncio. Sasuke encarou Itachi, que o encarou de volta, que encarou Kiba, que por sua vez encarou Naruto, que arregalou os olhos para Sasuke. E os quatro perceberam.

- C-Como eu estava dizendo, meu pai sempre dedicou sua vida ao clã Uchiha. - Sasuke tratou de retomar a atenção de todos para que não aumentasse as suspeitas. - E foi graças aos seus notáveis esforços que...

- ...o caixão...está...se movendo!!!!!

Silêncio sombrio. Todos voltaram-se para Gaara, que apontava assustado na direção do caixão. Rapidamente, Temari segurou-o pelos braços, sussurando entredentes.

- Gaara, pare! Você ainda está sob os efeitos do alucinógeno, fique quieto!

- Não é ilusão! Está...se movendo!

As pessoas começaram a ficar incomodadas. Sasuke encarou Itachi e este o fitou de frma a ordenar que ele continuasse o discurso. Com dedos trêmulos, Sasuke segurou as folhas.

- Foi graças aos esforços do meu pai que o clã Uchiha recupeoru o restígio que consagrou...

- MUNPRGFUNMPR!!!

O resmungo-femido soou abafado mas audível, seguido por um ruído proveniente do caixão. Usando o byakugan, Neji exclamou, estupefato.

- Tem mais alguém dentro do caixão e está vivo!

Mal ele disse isso, a tampa do caixão foi aberta com violência e de dentro emergiu uma besta verde, descabelada, feia, de olhos vermelhos e semblante demoníaco que urrava furiosamente. Essa besta-fera era Maito Gai.

- HUUUUUUUUUUUUUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRGGGHHHHH!!!!

O grito de espanto geral proferido pelos presentes foi tal que se tivesse sido ensaiado não seria tão perfeito. Enquanto todos encontravam-se pasmos e incapazes de qualquer reação, Sasuke olhou para Itachi desesperado e este exclamou, fingindo-se surpreso.

- Oh! O que esse homem está fazendo dentro do caixão do meu pai?!

Aturdido pelo efeito dos alucinógenos e furioso por ter sido presos em um lugar pequeno e abafado, Maito Gai livrou-se das amarras em seu pulso e então percebeu onde estava. Soltou um grito, caindo em prantos.

- FUGAKU!!!! Meu Fugaku!!!!!

Quando Gai se atirou em lágrimas exageradas sobre o corpo do falecido, prontamente Itachi ordenou que tirassem aquele homem dali. E, com muito custo isso começou a ser feito. Asuma, Kakashi e Yamato agarraram Gai e tentaram colocá-lo para fora do caixão. Porém, Gai estava furioso , ao ser separado de Fugaku, comçeou a agitar-se feito um cão raivoso e espumante para se desvencilhar.

Por causa disso, ao ser posto para fora do caixão e começar a ser arrastado pelo corredor, as fotografias comprometedoras caíram no tapete, bem diante dos pés da senhora Uchiha.

Ela pegou o monte de fotos e, passando duas, seus olhos se depararam justamente com "aquela"  fotografia. E o rosto da viúva Uchiha, lívido, transfigurou-se.

- ...desgraçado e filho da puta!

O sharingan surgiu nos olhos da senhor Uchiha e, acometida pela insanidade, ela lançou-se  encima de Maito Gai, fazendo com que ambos rolassem no chão em uma luta bestial.

- Minha sogra, pare com isso! - exclamou Sakura correndo para detê-la.

- Eu faleu que o caixão estava se mexendo! Eu falei! - repetiu Gaara.

- Mendukouse, esse velório está sendo um verdadeiro Caso de Família... - resmungou Shikamaru.

- Eu juro que não tenho nada á ver com isso, dattebayo!

- GAI-SENSEI?!! - berrou Lee em choque ao ver "aquela" fotografia de seu meste e ídolo com Fugaku Uchiha.

Enquanto Rock Lee  permanecia estático diante do maior trauma de sua vida, Kiba tirou a fotografia de suas mãos, E ao ver, ele não sabia se ficava enojado ou se caía na gargalhada.

- E-então...Fugaku Uchiha era...gay...?

- ...essa foto responde muita coisa, Hinata-sama.

A tal fotografia foi arrancada das mãos de Neji por Kabuto, que ajeitou os óculos para ver melhor.

- Pelos kages! E eu que pensei que tinha visto as coisas mais pervertidas ao lado do Oorochimaru-sama! Isso é muito pior!

- Essa foto não pode ser tão chocante assim. - Ino olha a fotografia. - Caramba, que horror!

Bom, enquanto a tal fotografia passava entre as mãos de cada convidado, a senhora Uchiha tentava furiosamente enforcar e arrancar os cabelos de Gai que, dominado pelos alucinógenos era incapaz de reagir efetivamente. Enquanto alguns tentavam separar os dois, a banda contratada começou a improvisar um ritmo frenético para enquadrar no clima enquanto os lendários sannins gritavam e incentivavam a pancadaria. E todo mundo falava ao mesmo tempo.

- CHEEGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!

O grito de Sasuke foi tão alto que mesmo tendo afinado um pouco no final, fez com que todas as atenções se voltassem para sua pessoa. Sasuke os encarou e o silêncio foi supremo.

- Meu pai era um homem excepcional. - recomeçou, jogando as folhas do discurso em um canto qualquer e respirando profundamente. - Ele sempre dedicou-se ao clã, á Konoha e a sua família. Como profissional e pessoa foi um exemplo para todos. É por causa da educação que nos deu, que eu e meu irmão somos profissionais tão respeitados hoje. Meu pai sempre me pareceu uma pessoa inalcançável e incompreensível. Bom, não só para mim, mas pela minha mãe e pelo meu irmão também.

As pessoas começaram a prestar atenção áquelas palavras,

- Mas hoje, eu descobrir que meu pai era uma pessoa comum. E mesmo que para nós tal revelação possa ter sido chocante, eu fico aliviado que meu pai aproveitou um pouco sua vida, a qual sempre me pareceu restringir ao trabalho como shinobi. Meu pai, embora parecesse uma pessoa severa, na verdade era isenta de preconceitos e pré-conceitos. Tudo bem que ele tinha alguns "gostos" estranhos. - nesse momento o rapaz olhou para Gai. - Mas, e daí? Cada um tem o direito de fazer o que quiser da própria vida! Pensando agora, talvez meu pai fosse tão severo com todos e vivesse criticando os filhos não porque era isso que queria, mas porque talvez, fosse uma forma de incentivar a sermos firmes em nossas decisões, não desistindo do que realmente quiséssemos.

Ao ouvir aquilo, Itachi pareceu refletir por um momento.

- E hoje...hoje eu só queria realizar um funeral digno para o meu pai. Todos aqueles que o amavam estão sofrendo com sua ausência esecialmente porque...porque sabemos a falta permanente que ele fará. Mas parece que tudo conspira contra isso! Eu gostaria que todos aqui saíssem deste funeral não se lembrando do que aconteceu, mas da pessoa excepcional que meu pai foi em vida! É isso.

Percebendo que as lágrimas cairiam, Sasuke se retirou e, segundos depois, Itachi o seguiu.

~*~



25 de mai. de 2011

FanFics Naruto - Caos no Velório - parte 7


~*~

Sasuke adentrou no escritório particular com uma expressão aturdida no rosto.

- Nii-san, você não vai acreditar! O Gaara está encima do nosso telhado tendo piti! A mãe desmaiou e a situação ficou insustentável!

- ...ótimo.

- Como assim "ótimo"?! Você pirou?

- Sasuke, não se esqueça DISSO. - falou Itachi apontando para um Gai estendido no chão. - Temos que pensar no que fazer. Todos estão no jardim vendo Gaara dar um show de crise existencial e nossa mãe está debilitada demais para prestar atenção em alguma coisa. Temos de aproveitar o momento para elaborar um meio de colocar em prática para nos livrarmos de Gai sem que ninguém saiba.

- ...o-oh. - Sasuke balançou a cabeça, concordando. - Mas algumas pessoas certamente viram o Gai no velório!

- Ninguém se lembrará dele sendo que o kazekage está nu em nosso telhado.

- E Rock Lee? O cara é praticamente um tiete do Gai!

- Diremos que seu mestre foi embora mais cedo. - Itachi retirou o celular do bolso. - Posso chamar o Kakuzu, ele vem aqui, empacota o Gai e o leva para um galpão abandonado. Lá, eu o torturarei com a ajuda do Hidan que é expert em inflingir dor e ele jamais nos chantageará.

Sasuke não retrucou o plano de seu irmão era realmente bom. Silêncio. Os irmãos Uchiha lembraram-se então de que não estavam sozinhos ali. Além de Maito Gai amordaçado havia...

- Eu...vou pegar um pouco de amendoim na cozinha. - Naruto se afastou como se estivesse diante de criminosos de alta peliculosidade. - Prometo que não atrapalharei vocês e...

Subitamente a porta foi aberta e surgiu Kiba.

- Gente, eu preciso contar uma coisa séria.

- ...tranca a porta! - mandou Sasuke. - Que foi agora?

- É...sabe que vocês disseram...o lance do Gai estar tendo, tipo, um ataque epiléptico? E que vocês deram comprimidos de NARUM para ele? Bom, acontece que, embora estivesse em um frasco de NARUM, aquilo não era NARUM.

- ...e o que era?

Silêncio. Kiba olhou de Itachi para Sasuke, Naruto...até Gai o encarava apreensivo á despeito de estar amordaçado.

- Vamos, se não era NARUM, o que era aquilo? - perguntou Itachi.

- ...alucinógenos.

Silêncio. Os olhos de todos os presentes se arregalaram.

- Alucinógenos?! - repetiu Sasuke. - Que tipo de alucinógenos?!

- Não sei! Foi o Kankurou quem fez! - Kiba sentiu o suor descer pela testa. - É uma mistura de ópio, morfina, LSD e uns outros baratos loucos aí!

Os irmãos Uchiha trocaram olhares assustados e até Maito Gai arregalou os próprios olhos de pavor ao descobrir.

- Mas como isso é possível?! - Sasuke sabia que estava perdendo o controle. - Aquilo estava em um pote de NARUM!

- É que o Kankurou disfarçou para não gerar suspeitas antes de passar por mim. Afinal, somos ninjas.

Enquanto Sasuke praguejava andando pra lá e pra cá, Itachi resolveu ficar á par da situação. Se soubesse quais efeitos o alucinógeno provocava, poderia tomar as medidas mais cabíveis para resolver o problema.

- Quais as reações desse alucinógeno e quanto tempo duram?

Kiba ficou alguns segundos em silêncio.

- Bem... - disse por fim. - Acontece que o barato acabou de ser inventado e eu ainda não testei todos os efeitos no Akamaru. Mas...o Gaara acidentalmente tomou uma das pílulas e está nu encima do telhado.

Não era preciso dizer mais nada. Sasuke parou  de andar e Itachi respirou profundamente, murmurando, sombrio.

- ...Gai ingeriu cinco pílulas.

- É culpa do Naruto! - acusou Sasuke. - Ele quem encontrou o pote e fez o Gai engolir as pílulas! Naruto, nenhum remédio pode ser tomado assim, débil mental!

- EI! - gritou o loiro, indignado. - Eu encontrei acidentalmente o pote no jardim e foram vocês quem mandaram eu dar cinco pílulas pro Gai! Não tenho culpa de nada, dattebayo!

Os dois já estavam a discutir e apenas o corpo de Gai no chão impedia que ambos saíssem na porrada. Foi então que, subitamente, alguém bateu na porta e logo ouviu-se a voz de Rock Lee.

- Sasuke-kun! Itachi-san! Abram a porta, é importante!

Todos trocaram olhares, procurando o que fazer. Rock Lee continuava batendo na porta e ao ouvir a voz de seu melhor aluno, Gai começou a gemer desesperadamente por ajuda. Rapidamente Itachi ordenou em um sussuro enquanto cobria a boca de Gai.

- Depressa, Kiba e Naruto. Peguem o Gai e o escondam atrás do sofá. Aproveitem e se escondam também!

- ...perái. O Gai está sofrendo um ataque dos nervos e tomou alucinógenos. - analisou Naruto. - O certo seria avisarmos o Lee e pedir para que a Sakura-chan ou a vovó Tsunade que são médicas, curem ele.

- NÃO! - Sasuke impediu. - Gai está nos chantageando, é um crápula! Tivemos de amarrá-lo para que não arruinasse a honra do nosso clã. Se ele sair daqui minha família será motivo de piada em toda a sociedade shinobi!

- ...mas o que ele fez?

- Não interessa! Apenas escondam Maito Gai!

- Ei, Sasuke, Itachi! - continuava Lee batendo na porta. - Respondam, é importante!

- Hãn..j-já vai! - Sasuke fez sinais para os outros se apressarem. - E- eu...estou procurando as chaves da porta!

Com um pouco de dificuldade, Itachi e Naruto pegaram Gai e o jogaram atrás do sofá. Sem contestar, Kiba escondeu-se atrás da cortina e quando Naruto abriu a boca para exigir explicações, Itachi lhe mandou um mangekyou sharingan, fazendo-o cair vegetando sobre Gai.

Ficando tudo nos conformes, Sasuke abriu uma fresta da porta e a cabeça de Rock Lee surgiu nela.

- Até que enfim! Todos estão procurando vocês, a situação está ficando tensa lá fora. A Temari-san subiu no telhado para deter o Gaara-sama mas ele está nervoso. E a mãe de vocês acorda, vê a situação e desmaia o tempo todo.

- ...sim, claro.

Silêncio.

- ...vocês deveriam ir. - falou Lee. - A situação é séria.

" Situação séria é aqui. Estaremos encrencados se você ver o que fizemos ao seu mestre e ídolo."

- Okey...espere só um minuto.

Sasuke fechou a porta e Itachi encarou Kiba.

- Voltaremos logo. Trate de ficar aqui com o Naruto e vigiem Gai. Não deixem que ningúem, entre e muito menos saiba de algo. Se falharem, eu lhes darei vinte horas de sofrimento mental e depois os farei arder no fogo de Amaterasu.

Kiba apenas assentiu chocado. E assim Sasuke e Itachi saíram.

~*~

- Não chegue perto de mim!

- Gaara, já chega! Você deu vexame para uma vida inteira e não faz mais sentido ficar aqui!

- SIM! - o ruivo levou ambas mãos á cabeça. - É por isso que vou me jogar!

- Não! - Temari lutou para encontrar as palavras certas. - Ninguém quer que você faça isso. Todos te adoram!

- ...está mentindo! Todos me temem ou querem abusar de mim! Você fica cuidando de mim mas sei que me acha um fardo na sua vida!

- Isso que está falando é absurdo, Gaara. Você é o meu irmãozinho e eu adoro estar do seu lado.

- ...mas...mas o seu Shikamaru não me suporta! Ele fala que é por minha culpa que vocês não se casam! Eu sei porque foi isso que ele escreve diariamente no twitter!

- ...n-não, Gaara. O Shikamaru me pediu em casamento agora e eu só aceitei porque ele confessou que desejaria muito que você vviesse morar conosco, porque o considera um irmão também!

Na janela, Shikamaru franziu as sobrancelhas. Temari estava inventando absurdos para o irmão. Mendukouse, quanto mais sossego queria, mais pessoas problemáticas o rodeavam.

- ...está falando sério?

- Claro! - a loira riu, amável. - Eu, ao contrário do Kankurou, jamais mentiria para você.

- EI! - berrou Kankurou indignado lá debaixo. - Pare de me desmoralizar!

- Gaara, venha comigo. Os efeitos do alucinógeno já vão passar e agora que você extereorizou seus sentimentos, as coisas mudarão para melhor.

- ...você promete?

Ela assentiu e, após pensar um pouco, Gaara segurou a mão da irmã e os dois se abraçaram. Todos os espectadores suspiraram laiviados e em seguida apludiram animadamente.

Assim, após Gaara se acalmar, Temari comçeou a guiá-lo pelo caminho de volta quando aconteceu. Ao pisar em uma telha solta, Gaara escorregou e cairia de grande altura se Temari não o segurasse. Todos os espectadores soltaram um grito de pavor, a senhora Uchiha novamente desmaiou e Gaara estava agora nu e pendurado no telhado.
~*~

Enquanto isso, no escritório, Naruto havia se recuperado do mangekyou sharingan e estava sentado no sofá junto com Kiba.

- Eu não sei porque temos de obedecer as coisas absurdas que o Sasuke e o irmão dele nos obrigam a fazer! - remsungou o loiro. - Eu serei hokage um dia, não deveria passar por isso, dattebayo.

Batidas frenéticas na porta. Os dois shinobis trocaram olhares, sabendo que ninguém poderia entrar ali enquanto os irmãos Uchiha não voltassem. As batidas continuaram.

- Não tem ninguém aqui, dattebayo!

- Naruto, abra logo essa porta! - era a voz de Jiraya. - Eu preciso ir urgentemente ao banheiro!

Naruto trincou e encarou Kiba.

- Manda ele ir no banheiro do segundo andar! O Jiraya não pode entrar e ver o Gai nesse estado!

- Han...ero-sennin! Vá no outro banheiro, do segundo andar!

- Eu não posso subir escadas, imbecil! Esqueceu que a Tsunade se recusou a me curar e eu estou em uma cadeira de rodas?!

Naruto trincou novamente.

- O que foi, abra logo essa porta! Eu estou quase borrando minhas calças por causa daqueles malditos amendoins! Vamos, o que diabos está fazendo para não me deixar entrar?! Olha que eu arrombo essa porta!

Sem outra alternativa, Kiba empurrou o corpo de Gai mais para trás do sofá e Naruto abriu a porta.

- Finalmente! Que demora! - Jiraya adentrou, resmungando. -  O que vocês estavam fazendo trancados aqui?! São gays por acaso? Ah, dane-se! Naruto, preciso que você me ajude no banheiro.

- Como assim?

- Eu estou numa cadeira de rodas por culpa da Tsunade e não consigo passar da cadeira para a privada sozinho! Tem que me jaudar e não reclame! Se não fosse pelo meu treinamento, você não seria nada na vida!

Á contragosto, Naruto foi ajudá-lo. Mas fazer aquilo não era nem um pouco fácil. Para começar, o banheiro do escritório era minúsculo, impossibilitando que ele se utilizasse de kage bunshin para erguer Jiraya mais facilmente. E, além de Jiraya ser pesado, ele gritava, xingava e reclamava sem parar.

- Naruto, me segura direitou ou eu vou cair. Cuidado! Vai depressa, já está saindo, rápido, rápido! Tire as minhas calças!

- Eu não vou tirar suas calças! Tire você!

- Não posso tirar porque não consigo ficar em pé e tenho de me segurar em você para não cair!

- Oh, droga! Droga!

Em um misto de raiva e desespero, Naruto começou a abaixar as calças de Jiraya, que continuava gritando que não conseguia se segurar, que estava vindo com força total e etc. Depois de abaixar as calças, Naruto ajudou Jiraya a sentar no vaso. Entretanto, por um descuido, um de suas mãos ficou entre Jiraya e a privada.

- Ah! - exclamou o sannin. - Agora sim eu posso me aliviar.

- Não! Não, espera! A minha mão, não, não, NAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!!!!

Ao ouvir o grito, Kiba se aproximou no exato momento em que Naruto conseguira livrar sua mão e constataca, horrorizado, o que havia nela.

- AAAAAAH!!!!

- Naruto o que está...- Naruto lhe estende a mnão. - Hah, deixa essa coisa nojenta longe de mim!

- Uoooh!!! - gritou o loiro em pânico. - Minha mão, minha mão, o que eu faço?! Uooooh!!!

Desaesperado, Naruto abriu com tudo a torneira da pia, tratando de lavar freneticamente as mãos sob a forte pressão de água. Já Jiraya, devido á bebida e ao relaxamento, caíra em um sono profundo.

- Ei, Naruto... - começou Kiba. - É melhor você dar uma olhada no espelho.

Ao fazer isso, Nsruto constatou, assombrado, que a pressão da água fizera com que algo de Jiraya espirasse em seu rosto.

- HAAAAAH! Santa Kyuubi! Ero-sennin maldito!!!!

Naruto começou a lavar o rosto compulsivamente enquanto verborrava todos os palavrões que conhecia e até os que nunca conhecia. Kiba, por sua vez, não sabia se lamentava a situação do amigo ou se caía em uma gargalhada incontrolável.

Enquanto tais fatos ocorriam, Maito Gai, não se sabe como, conseguira desafrouxar as amarras de seus braços e arrancar a mordaça. Porém, ao se erguer, ele cambaleou e arregalou os olhos.

- Nossa...tudo estão tão...verde...!

Maito Gai sentia que começava a adentrar no país das maravilhas, pois tudo subitamente lhe parecia multicolorido, gigante, vivo e psicodélico...Lentamente começou a dar pulinhos, esquadrinhando todo o aposento, a olhar em todas as direções. Sorriu extasiado, concluindo que o mundo era realmente fantástico e os objetos dançavam á sua volta enquanto o chão ondulava sob seus pés.

Foi então que, nesse êxtase, Maito Gai tropeçou nos próprios pés, bateu a cabeça na mesinha de centro e caiu inerte no chão.

No banheiro, ao ouvir o baque, Kiba e Naruto trocaram olhares e foram averiguar.

- ...o que aconteceu com ele? - indagou Naruto.

- Hãn...ele deve ter desmaiado.

- Mas...tá saindo sangue da cabeça dele.

Silêncio sombrio. Kiba engoliu em seco, aproximando-se do corpo de Gai, tocando seu pulso á fim de chegar. Kiba então olhou para o loiro com desespero.

- ...ele está morto.
~*~

Após contemplarem, chocados, o espetáculo horrendo que Gaara estava dando durante o funeral de seu pai, Sasuke e Itachi conseguiram se afastar da multidão sem que ninguém percebesse. Afinal, eles eram ninjas de elite. Foram até a lavanderia onde poderia mconversar.

- O que faremos com o Gai, nii-san?

- Realizaremos o plano que mencionei.

- É muito arriscado! - protestou Sasuke. - Isso não vai dar certo! Não é porque VOCÊ planejou tal plano que ele é isento de falhas!

- ...pelo menos eu pensei em algum plano em vez de surtar e permitir que Gai desmoralizasse nossa família em público.

- Eu não surtei! Só não concordei que fôssemos chantageados por aquele estrupício!

- Sasuke. - começou Itachi cruzando os braços. - Não venha inventar justificativas para esse caso. Nós dois sabemos que você só recusou entregar o dinheiro ao Gai porque ele criticou seus vídeos musicais e as letras que compôs.

O rosto de Sasuke ficou lívido.

- Pare de falar bobagens! E-eu não...

- Sasuke, você tem de aprender a aceitar as críticas, não é só de elogios que se faz uma carreira! Eu não vi seu trabalho, mas talvez você devesse mostrar a alguém que entenda do assunto para que possa avaliar e não correr o risco de você lançar em público um trabalho musical lastimável.

- E por acaso você é alguém que entende do assunto?! Não me faça rir! Está fazendo sucesso com sua bandinha excêntrica e acha que pode menosprezar os outros?! Quem te garante que as suas músicas são melhores que as minhas?!

- Não estou fazendo comparação alguma. Mas pelo que eu saiba, são as minhas músicas, minhas composições e a minha banda que está consagrada.

- Eu sou muito melhor que você!

- ...é? Então...prove.

O sharingan de Sasuke faiscou.

- Você é insuportável! É um absurdo que todos te adorem! O que diabos  todo mundo te acha sempre o melhor?!

- Sasuke...a inveja é um sentimento tão vil e parvo...

- Eu não tenho inveja de você! Por que eu teria inveja?! Só porque todos dizem que você é um excelente artista, um ninja incomparável, um gênio excepcional?! Só porque você é um idealista íntegro, um cantor prestigiado, um herói incompreendido, uma beleza rara?! Acha que eu teria inveja só porque você é tudo isso que eu falei?!

Sasuke continuava a prantear initerruptamente e Itachi apenas balançou a cabeça, incrédulo. Subitamente, aplicou um peteleco na cabeça do irmão.

- Cresça, Sasuke. Você me inveja desde pequeno só porque eu sou o homem que você jamais será!

Sasuke Uchiha não sabia se ficava mais furioso por aquelas palavras ou pelo peteleco na testa.

- Eu vou te ultrapassar! Você ainda se ajoelhará e me pedirá desculpas ppor essas palavras quando perceber que EU sou o melhor!

Sasuke recebeu outro peteleco na testa.

- Agindo com essa infantilidade, só será motivo de piada. Irmãozinho tolo!

- Não me trate como se eu fosse criança!

Mais um peteleco na testa. Sasuke surtou.

- Pare de me dar petelecos! Se fizer isso de novo, vai levar na fuça, entendeu?!

Itachi deu um risinho sarcástico e aplicou mais um peteleco na testa de Sasuke. E isso foi a gota d'água. Subitamente, Sasuke voou para cima do irmão e os dois começaram a sair na porrada, rolando pelo chão. Quando já estavam á ponto de puxarem o cabelo um do outro, Sakura surgiu.

- Mas o que vocês dois estão fazendo?! Parem de brigar, parem!

Após Sakura separá-los com uma vassoura, os encarou.

- Por que estão brigando?! É o funeral do pai de vocês, caramba!

- ...foi ele quem comçeou! - rosnou Sasuke apontando um dedo acusador para Itachi.

- Não me interessa saber quem começou! - Sakura colocou ambas mãos na cintura. - Vocês são os filhos do falecido, precisam se comportar como tais! Agora, digam porque brigavam.

- Não é da sua conta.

- Escuta aqui, Sasuke-kun! - a garota tomou fôlego. - É da minha conta, sim! Eu estou tendo que cuidar da sua mãe mesmo ela me odiando! E parece que você nem se importa com o fato de que o Gaara está pendurado no telhado da sua casa completamente louco e nu!

- Eu tenho coisas mais importantes com o que me preocupar agora. Coisas que requerem medidas urgentes.

- O que pode ser mais urgente do que está havendo lá fora?!

Silêncio. Itachi e Sasuke trocaram olhares.

- ...estamos sendo chantageados por Maito Gai.

- Nii-san! - Sasuke o encarou. - Não é para contar isso a qualquer um!

- Sakura não é qualquer um. Ela é sua noiva e logo acabará fazendo parte dessa pérfida família Uchiha.

Sasuke abriu a boca para retrucar alegando que estava pensando seriamente em acabar com seu relacionamento em prol da banda que formaria e também corrigir Itachi sobre a maneira como ele se referia á própria família, mas a pergunta de Sakura o impediu.

- Com relação á que  Maito Gai está chantageando vocês?

Silêncio. Os irmãos trocaram olhares novamente  Itachi falou.

- Ele tinha uma relação proibida com nosso pai.

Á princípio, Sakura não entendeu a frase mas, á medida que os segundos passavam, ela começou a compreender. Quando chegou á resposta, riu, incrédula.

- Isso só  pode ser brincadeira! O pai de vocês...?! Aquele machão? Contem outra piada! Até parece que ...ah, minha nossa!

Itachi lhe estendera a fotografia comprometedora e a garota arregalou os olhos de pavor com o que viu. Sasuke a segurou pelos ombros.

- Entende agora? O clã Uchiha não podwe ter um escândalo desses revelado publicamente ou nosso orgulho irá por água abaixo!

- ...m-mas...o que pretendem fazer? O que o Gai quer?

- Dinheiro. Mas o Sasuke se recusou a lhe dar.

- Por quê?

- Não tmeos tempo para explicar os pormenores agora. - avisou Sasuke. - O caso é que o Itachi já tem um plano para nos livrarmos disso mas eu preciso que você mantenha todos no jardim até eu disser que está tudo bem. Pode fazer isso por mim?

- ...sim. Faço qualquer coisa por você.

A conversa foi interrompida quando Naruto surgiu no local, andando feito um robô e suando frio. Embora ele forçasse um sorriso exagerado, seus olhos eram de completo pavor.

- Sasuke, Itachi....poderiam vir comigo ao escritório por um instante? Estamos com um pequeno problema.

~*~

- Como assim ele está morto?!

Essa foi a primeira e única coisa que Sasuke consegui dizer ao adentrar no escritório e ver que Maito Gai estirado no chão. Enquanto Itachi constava o rigor mortis cutucando o corpo com o pé, Kiba se mantinha sentado no sofá desiludido e Naruto roía as unhas de  nervoso. Sasuke caminhou de um lado para o outro com as mãos na cabeça. Por quê tudo sempre tinha que dar errado?

- Como permitiram que isso acontecesse? Eu mandei que ficassem cuidando dele até voltarmos.

Naruto e Kiba suaram frio diante do comentário de Itachi, pois através daquele sharingan já estavam a imaginar a pior tortura psicológica possível.

- N-não foi nossa culpa! - Naruto se apressou. - Foi só temros virado as costas por um minuto que o Gai bateu a cabeça e morreu!

- Aposto que isso é consequência do alucinógeno. - apoiou Kiba. - Ele tomou cinco pílulas, se não morresse com a pancada, morreria de overdose.

- O que faremos agora?! O quê? O quê? - Sasuke estava prestes a entrar em transe. - Tudo está arruinado! Seremos condeandos por homicídio triplamente qualificado e minha carreira artistica acabará antes mesmo de começar!

- E saiba que caras como você são alvos de coisas bem cabulosas dos detentos.

O comentário de Kiba só deixou Sasuke ainda pior.

- Mesmo que seja arriscado, eu acho que devemos avisar alguém, tipo a Sakura. - falou Naruto. - Ela é médica e pode verificar se ele está mesmo morto.

- Enlouqueceu?! - agora era a vez de Itachi se manifestar. - Se alguém souber que matamos Gai, teremos problemas. Afinal Gai é, apesar de tudo, um jounin. O que precisamos fazer é nos livrarmos do corpo sem deixar pistas.

- ...mas como faremos isso? O Gai é famoso, colocarão a Anbu para investigar o sumiço dele! - lembra Kiba. - E se jogarmos o corpo em alguma vala e acharem, a autópsia revelará os alucinógenos!

- Eu pouco me importo com os alucinógenos. - resmungou Itachi. - O problema de acharem o cadáver é as investigações chegarem á conclusão que nós o matamos. Minha carreira sejá destrinchada pelos tablóides.

- Parem de se preocupar com banalidades! - rosnou Sasuke. - As investigações sobre a morte do Gai revelarão que ele foi morto por causa do caso que tinha com o papai! O clã Uchiha perderá toda a honra! Temos que sumir com esse cadáver daqui sem ninguém ver!

- Seria bom se pudéssemos enterrar tudo isso para sempre, dattebayo.

Silêncio supremo. Lentamente, todos começaram a desenvolver a mesma idéia com base nas palavras de Naruto, incluindo ele próprio. Olharam um para o outro e, á medida que compreendiam, constavam que a tal possibilidade, apesar de inicialmente incomcebível, era a única chance que possuíam. E isso era válido em prol de um bem maior. Afinal, a melhor forma de livrar-se de um problema era enterrá-lo para sempre.

E hoje era o dia de um funeral.

~*~


continua....

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